O torcedor rubro-negro pode ficar tranquilo. O técnico Tiago Nunes e o elenco athleticano estão totalmente focados na grande decisão da Copa do Brasil. E não só nesta final histórica, mas também na sequência da temporada.

DA UMA AJUDINHA AÍ PIÁ DO DJANHO




Essas foram as palavras do nosso técnico Thiago Nunes:
– Eu chego muito cansado mentalmente (na final). Mentalmente, motivado, vivendo este sonho, mas, fisicamente, extenuado. A vida de treinador é difícil porque, com esse calendário maluco, a gente joga demais e você tem que estar sempre inteiro. Você descansa de olhos abertos, então não consegue se recuperar fisicamente nunca. É o preço que se paga. Mas chego com muita fé, muito motivado. Depois do jogo contra o Internacional, vamos ver o que acontece, se vou conseguir descansar, se eu pego o boné ou se eu fico.

Tiago Nunes citou o desgaste até pelo acúmulo de funções. Muito além de um treinador, ele funciona como um “manager” (como era, por exemplo, com Paulo Autuori), conversando com outros técnicos do clube, observando jogos das categorias de base e padronizando esquemas e treinamentos.

Adoramos o trabalho do Thiago Nunes, mas acho que não precisava disso nesse momento!



Filho de José Tomaz do Nascimento, um dos fundadores do C.A. Antoninense, o parnanguara deu seus primeiros chutes no time litorâneo que o seu pai ajudou a fundar em 1927.

Em 1935 passa a morar e estudar em Curitiba, no internato do Liceu Rio Branco e assim entra para as categorias de base do C. Atlético P. Quando já estava cursando engenharia, na capital, contraiu tifo e desta maneira abandona a faculdade e o clube para retornar a cidade litorânea.

No ano de 1942 volta a Curitiba para jogar no juvenil do Atlético e retoma os estudos, agora no curso de Direito, formando-se no ano de 1951.

Em 1944 Jackson profissionaliza-se como “meia” no Atlético, formando com o colega Cireno uma das melhores duplas ofensivas do campeonato parananense. Com uma postura integra e contida, o meia foi um dos ganhadores do Prêmio Belfort Duarte, prêmio este concedido para os jogadores que nunca foram expulsos na carreira.

Jackson jogou no Atlético Paranaense de 1944 a 1949. Logo em seguida foi para a cidade de São Paulo jogar no Corinthians Paulista.

Em 1953 já estava jogando, novamente, pelo Atlético Paranaense e no campeonato estadual deste ano fez 21 gols dos 359 da competição, tornando-se artilheiro.

No Clube Atlético Paranaense chegou a marca de 140 gols marcados, tornando-se um dos maiores goleadores do time rubro-negro. O “meio-esquerdo” também fez parte do ataque do “Furacão”, alcunha do time campeão de 1949 e é deste time que provém o apelido do clube.

Aposentou-se das chuteiras em 1956 mas não da vida esportiva ou do clube que adotou na condição de torcedor.

Em 1958 fez parte da comissão técnica do clube, juntamente com Pedro Sthengel Guimarães e o Caju, tornando-se campeão estadual neste ano.

Entre os anos de 1958 e 1968 foi diretor técnico e administrativo no rubro negro paranaense a após isso tornou-se somente torcedor e ídolo da massa atleticana e é sempre lembrado em todos os eventos, de cunho histórico, que o clube realiza.

Como curiosidade, o ídolo artilheiro do rubro negro paranaense tem a mesma idade do clube, sendo mais novo por apenas cinco meses.

 

Títulos Como Jogador

Clube Atlético Antoninense
Paraná: Bicampeão da Liga do Litoral – 1941 e 1942.

Atlético Paranaense
Paraná: Campeão paranaense de 1945
Paraná: Campeão paranaense de 1949
Paraná: Artilheiro do campeonato paranaense de 1953 – 21 gols marcados

Corinthians Paulista
São Paulo: Bi-campeão paulista – 1951 e 1952.

Como Técnico
Clube Atlético Paranaense
Paraná: Campeão paranaense de 1958

Prêmios / Homenagens
Prêmio Belfort Duarte – concedido pela CBF em 1950 – medalha de prata (para profissionais).
Integrante da seleção dos 80 anos do CAP – concedido pelo Clube Atlético Paranaense em 2004.

Nosso muito obrigado por tudo Jackson!

No dia 2 de setembro, em seu primeiro jogo com a camisa rubro-negra, Sicupira deu uma amostra para todos os torcedores presentes de porque seria considerado um dos grandes ídolos do Clube. Seu primeiro gol foi uma bela bicicleta contra o São Paulo, marcando o tento que garantiria o empate para o Furacão.

Quando criança, jogou na escolinha de futebol do Coritiba Foot Ball Club e estreou no profissional como jogador do Clube Atlético Ferroviário, em 1962. Entre 1962 e 1964, jogou no “Boca Negra” (apelido do Ferroviário). Em 1964, foi transferido para o Botafogo Futebol e Regatas, onde ficou até 1967. Entre 1967 e 1968, jogou no Botafogo Futebol Clube.

Contratado pelo presidente do Clube Atlético Paranaense, Jofre Cabral e Silva em 1968, estreou no rubro negro do Paraná em 2 de setembro de 1968 no jogo contra o São Paulo Futebol Clube na Vila Capanema, onde marcou um gol de bicicleta. No Atlético, jogou ao lado de Bellini, Djalma Santos, Nilson Borges e Dorval e tornou-se ídolo da torcida, ostentando até hoje a marca de maior goleador do clube, com 154 gols marcados. Sicupira foi o artilheiro nos Campeonatos Paranaenses de 1970 e 1972, mas em 1972, quando o clube não participou do Campeonato Brasileiro, foi emprestado para o Sport Club Corinthians Paulista. Ao fim do brasileirão, Sicupira retornou ao Clube Atlético Paranaense, onde jogou ate a sua aposentadoria, em 1975, aos 31 anos de idade.

O primeiro turno do Paranaense de 2019 leva o nome de Barcímio Sicupira, maior artilheiro da história do Atlético, com 158 gols marcados.