Tornou-se ídolo no Atlético-PR após o título de Campeão Brasileiro da série B em 1995 e excelentes atuações na série A em 1996. Em um jogo pelo Atlético contra o Fluminense no Estádio de Laranjeiras, acenou debochadamente para a torcida tricolor, que indignada, invadiu o campo e o agrediu covardemente, assim como a outros jogadores do Atlético.

Um dos grandes responsáveis pela conquista do título da Série B do Campeonato Brasileiro de 1995 e das boas campanhas realizadas pelo Atlético nas competições na temporada seguinte, o goleiro Ricardo Pinto lembra-se emocionado dos jogos realizados na Baixada. Além da proximidade do torcedor com o campo de jogo e do bafo na nuca dos adversários, o ex-goleiro atleticano, que hoje tenta emplacar na carreira de treinador de futebol, salientou que a integração entre o time atleticano, a diretoria e o torcedor criou uma mística nas partidas dentro do Joaquim Américo que tornou o Furacão, nas temporadas de 95 e 96, praticamente imbatível atuando em seus domínios.

“Nós fizemos a diferença naqueles anos. Ganhamos praticamente todos os jogos dentro de casa em 1995 e isso foi o fiel da balança para conquistarmos o título da Série B e o acesso para a Primeira Divisão. Conseguíamos garantir os três pontos em casa e, fora de casa, buscávamos sempre pontuar. Houve uma integração muito grande entre diretoria, jogadores e a torcida. Criou-se então uma mística nas partidas na Baixada. Os adversários sabiam que ali era difícil jogar. A torcida inflamava a todos e fez com que haja uma força interior maior de cada jogador nas partidas”, lembrou o ex-goleiro atleticano.

“Não se pode falar do Atlético sem lembrar de Alfredo Gottardi, o Caju. O goleiro marcou história no Furacão, a ponto de o Centro de Treinamentos rubro-negro levar seu nome.

A paixão pela meta e pelo clube vem de família. Caju assumiu a camisa 1 atleticana em 1933, em substituição ao seu irmão mais velho, Alberto. O jogador só vestiu outra camisa que não a atleticana em 1942, quando foi o goleiro titular da seleção no Sul-Americano – o equivalente atual à Copa América.

O amor ao Atlético se fez demonstrar nas recusas de propostas de Vasco, Botafogo, Flamengo e até mesmo do uruguaio Peñarol. A Majestade do Arco venceu seis estaduais até encerrar sua carreira, em 1950. Foram 18 temporadas no Joaquim Américo como atleta e, até mesmo depois da aposentadoria, Caju se fez presente. Construiu, ao lado do irmão, o alambrado da Baixada, e seus filhos Alfredo e Celso também defenderam o clube.”

Morreu aos 86 anos, em Curitiba, no dia 24 de abril de 2001, e foi enterrado no Cemitério da Água Verde, na capital paranaense.