O Athletico Paranaense visitou na noite de ontem, quinta-feira (10), o Corinthians em partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2019. O empate pelo placar de 2×2, gols de Léo Cittadini e Erick pelo Furacão e de Gil e Mauro Boselli pelo time paulista, rendeu ao rubro-negro paranaense um ponto em um estádio que costuma receber de forma hostil as equipes visitantes.

Independentemente dos erros cometidos nas jogadas de bola parada que renderam os 2 gols do Corinthians, há algo de positivo a se destacar sobre o Furacão no confronto de ontem: a equipe continua competindo e em altíssimo nível.

Muito foi dito e escrito na mídia especializada sobre este final de 2019 do Athletico, que bastaria ao clube garantir os 45 pontos que teoricamente eliminariam o risco de rebaixamento e a partir daí o clube estaria virtualmente de férias até a próxima temporada.

Entretanto, muito se enganam aqueles que pensam dessa forma. O sucesso de 2020 em muitos aspectos depende e muito daquilo que se fará até o final de 2019. Para esclarecer essa afirmação, é importante destacar pelo menos 3 pontos fundamentais.

Primeiramente, o aspecto financeiro. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paga uma premiação em dinheiro aos clubes pelo seu desempenho no campeonato nacional. Quanto mais alta a posição alcançada pelo clube na tabela de classificação, maior será o valor que chegará aos cofres do Furacão ao final do temporada a título de bonificação por desempenho.

Da mesma forma, uma parcela dos valores referentes aos direitos de transmissão também é dividida de maneira e premiar a performance nos clubes no torneio.

Logo, melhores resultados significarão mais dinheiro em caixa para o clube no próximo mercado de transferências. Consequentemente, mais dinheiro em caixa pode significar melhores jogadores chegando para somar qualidades ao já bastante qualificado elenco rubro-negro. E melhores jogadores aumentam também as chances do clube de conquistar novos títulos em 2020.

Um segundo aspecto é ser considerado é o técnico. Somente enfrentando com seriedade todos os adversários até o fim da temporada é que será possível avaliar com precisão e decidir com uma maior possibilidade de acerto as questões relativas à formação do elenco para 2020.

É preciso decidir quais jogadores pertencentes ao clube ficam para 2020, quais podem ser emprestados para que possam desenvolver seu potencial em outras equipes e quais devem ser dispensados. Será importante também avaliar quais dos jogadores emprestados por outros clubes merecem ter o empréstimo prorrogado ou serem adquiridos em definitivo pelo Athletico.

Há também os jovens jogadores do elenco do Furacão. Nomes como Khellven, Lucas Halter, Abner Vinícius, Erick e Vitinho, por exemplo. A reta final da temporada 2019 é o momento ideal para dar minutos e permitir que os jovens talentos rubro-negros adquiram experiência entre os profissionais em jogos competitivos.

Naturalmente, isso não poderia acontecer ao custo da competitividade da equipe. Entretanto, seria perfeitamente possível dar oportunidades em cada partida a um ou mais desses jogadores conforme o nível de exigência dos adversários.

Por fim, um último aspecto fundamental a ser destacado e que tem sido muito pouco lembrado é o da manutenção da competitividade. Competir no mais alto nível exige tenacidade, concentração e desempenho contínuos. Esse nível de competitividade não pode simplesmente ser desligado e religado a qualquer momento.

Não faltam no futebol nacional exemplos de fracassos e vexames históricos protagonizados por equipes campeãs que relaxaram e deixaram de competir após a conquista de um ou mais títulos.

Basta relembrar as vexatórias eliminações sofridas por Internacional e Atlético Mineiro para Mazembe e para Raja Casablanca, respectivamente, nas edições de 2010 e 2013 do Mundial de Clubes da FIFA ou o rebaixamento do Palmeiras em 2012 após a conquista da Copa do Brasil.

Aqueles que querem estar entre os maiores em qualquer esporte deve competir muito e sempre, não há qualquer espaço para o relaxamento quando o objetivo é o atingir o topo. Essa não é a hora de se deitar sobre as glórias alcançadas, é hora de arregaçar as mangas e trabalhar duro como se nada houvesse sido conquistado e não houvesse nada garantido para 2020.

A torcida ainda espera muito do Athletico, e em 2019. Sabe-se que o título brasileiro é impossível na atual situação, mas a fanática torcida rubro-negra quer o Furacão na posição mais alta possível ao término do competição.

 

 

O Athletico conquistou mais uma vitória importante no Brasileirão, ao bater o Bahia por 2 a 1, na noite deste sábado (05), na Arena Fonte Nova, em Salvador, em jogo válido pela 23ª rodada da competição. Os gols da vitória rubro-negra foram marcados pelo atacante Marcelo Cirino e pelo meia Léo Cittadini — Fernandão descontou para os mandantes.
O destaque foi o retorno do zagueiro Thiago Heleno após seis meses afastado por doping. O ‘general’ voltou ao time como titular e atuou por 69 minutos ao lado de Léo Pereira.
O Furacão volta a campo na próxima quinta-feira (10), às 19h15, diante do Corinthians, na Arena Corinthians, em São Paulo, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Athletico Rubro-Negro foi para o duelo determinado a conseguir um bom resultado. A surpresa, de certa forma, na escalação do Athletico foi a presença de Lucho González entre os titulares no lugar de Wellington. O técnico Tiago Nunes explicou que a escolha se deu porque o volante, que ficou no banco, está com dois cartões amarelos, e como vai perder Bruno Guimarães para os próximos dois jogos – que vai defender a seleção brasileira olímpica – preferiu preservar Wellington.

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Em clima de ressaca após a inédita conquista da Copa do Brasil na última quarta-feira (18), o Athletico Paranaense foi até o Rio de Janeiro enfrentar o Vasco da Gama no Estádio de São Januário em jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2019. O empate pelo placar de 1×1, gols de Madson e Danilo Barcelos, deixou o Furacão na 9ª nona posição da tabela de classificação com 27 pontos ganhos.

Verdade seja dita, a partida rendeu muitas possíveis pautas. Seria possível tratar – mais uma vez – da desastrosa arbitragem do gaúcho Anderson Daronco, das declarações absolutamente desconectadas da realidade dadas pelo treinador cruz-maltino na coletiva pós-partida ou até mesmo falar sobre as substituições realizadas pelo técnico  Tiago Nunes que permitiram que a equipe carioca crescesse na etapa complementar a ponto de conquistar o empate, ainda que para isso tenha sido necessária e decisiva a absurda participação da arbitragem.

Entretanto, o que mais chamou a atenção foi a permanência em campo durante todo o tempo do atacante argentino Braian Romero.

Romero, de 28 anos, foi contratado por empréstimo junto ao Independiente pela soma aproximada de 550.000,00 em Fevereiro deste ano e tem contrato com o rubro-negro paranaense até 31 de Dezembro de 2019. Ao final do período, o Athletico poderia comprar os direitos do jogador pela quantia de 2,5 milhões de Dólares.

Desde que chegou ao Furacão, Romero vem se destacando por sua versatilidade – o argentino já foi escalado em ambos os lados do ataque, como segundo atacante e até como centroavante – e por sua regularidade – tem sido absolutamente bisonho em todas essas posições. Entretanto, ontem foi um dos 8 escolhidos por Tiago Nunes para iniciar e terminar em campo o confronto contra o Vasco.

Romero não possui qualquer qualidade que justifique tamanha benevolência por parte da comissão técnica. Ou se as possui, ainda não as demonstrou no campo de jogo. Mostra dificuldades para dominar a bola, erra passes que seriam simples para a maioria de seus companheiros, pouco aparece na área adversária e costuma finalizar mal nessas poucas ocasiões. O pouco que acrescenta se limita à sua correria em campo, o que é muito pouco para quem quer jogar em um clube com um protejo desportivo vencedor. Se sabe apenas correr, talvez o argentino devesse praticar atletismo em vez de jogar futebol.

Aos torcedores rubro-negros resta torcer para que essa seja a última das tantas oportunidades que Braian Romero recebeu sem corresponder. Existem no elenco jovens jogadores que já demonstraram ter qualidades e merecer parte das oportunidades concedidas ao atacante argentino.

Que Dezembro chegue logo trazendo consigo o final do contrato do jogador e que o argentino só volte a pisar no gramado da Arena da Baixada na condição de jogador do time visitante, os zagueiros rubro-negros agradecem.



Em apenas 2 dias o Athletico entrará em campo para mais uma decisão. Estarão em disputa o troféu da Copa do Brasil 2019 e 52 milhões de Reais em mais uma oportunidade desse grupo de jogadores, comissão técnica e diretoria escreverem para sempre seus nomes na história do rubro-negro paranaense.

A vantagem conquistada na Arena da Baixada na última semana é grande o suficiente para permitir que a torcida rubro-negra sonhe com mais esse título, considerando o equilíbrio técnico entre as duas equipes. O Furacão tem ao alcance das mãos mais um título de primeira grandeza, e para conquistá-lo será necessário jogar com inteligência.

O Athletico deve ser o artífice de seu próprio destino, e isso só será possível tomando para si o controle do jogo e desacelerando o ritmo da partida para frear os ânimos da equipe do Internacional e da torcida colorada que certamente lotará o Estádio Beira-Rio.

A equipe rubro-negra não deve cair na armadilha de repetir a postura retraída e as condutas antidesportivas que o Grêmio protagonizou de maneira vergonhosa na Arena da Baixada, dentre outros tantos e recorrentes exemplos oferecidos pelo futebol brasileiro.

Não é necessário recorrer a tais ardis para desacelerar o ritmo do confronto. Retardar as cobranças de tiros de meta, faltas e laterais e ter um jogador que supostamente sentiu uma lesão caído no gramado a cada 5 minutos é uma conduta baixa, covarde e indigna para qualquer clube que queira fazer respeitar a sua grandeza.

A melhor maneira de atingir esse objetivo é valorizar a posse da bola sempre em que ela estiver sob o domínio do Furacão. Passar a bola sempre com precisão e ritmo acelerado, visando não somente impedir que os jogadores colorados a recuperem e gastar o tempo do cronômetro, mas também criar espaços na defesa adversária.

Quando surgirem as oportunidades, atacar. Sim, atacar. A equipe que entra em campo pensando apenas em sua defesa e no passar dos minutos está fadada a ser encurralada. Quando aparecerem os espaços, atacar com verticalidade e de forma agressiva, criando chances e buscando marcar o gol, para garantir que o receio do Internacional de levar o gol que pode selar o destino da decisão seja sempre maior do que a tentação de se lançar agressivamente ao ataque com o apoio de sua torcida.

O assunto já foi objeto de outro texto, mas repetir nunca é demais: ter a iniciativa é absolutamente fundamental para quem quer ver seu nome escrito em destaque na história. O técnico Tiago Nunes declarou recentemente que se o Athletico jogar no Beira-Rio pensando na vantagem construída em casa, perderá o título. O treinador está coberto de razão. Para ser campeão em uma final como a que o clube está vivendo, é necessário merecer a conquista do título em 180 minutos, não em apenas 90.

Por isso, para o Furacão a fórmula para ser campeão é controlar a posse da bola, controlar o ritmo do jogo e, em especial, controlar e vencer a tentação de acreditar que a vantagem conquistada na Arena da Baixa por si só é suficiente e que o caminho para o título passa pela prática de condutas antidesportivas. Controle, controle mais controle.

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O Athletico Paranaense recebeu na no noite de ontem, quarta-feira (11), o Internacional em jogo válido pela final da Copa do Brasil 2019. A vitória pelo placar de 1×0, gol de Bruno Guimarães, deixa o rubro-negro em vantagem para o jogo de volta da decisão, que acontece na próxima quarta-feira (18) no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Conforme as informações adiantadas pela mídia especializada, o técnico Tiago Nunes optou pela manutenção da equipe que conquistou a histórica classificação diante do Grêmio no partida de volta das semifinais, com Nikão atuando aberto pelo lado direito do ataque e Léo Cittadini no meio-de-campo ao lado de Wellington e de Bruno Guimarães. A única novidade foi o retorno de Léo Pereira à defesa, atuando ao lado de Robson Bambu.

O colorado gaúcho veio a Curitiba com a clara intenção de desacelerar o jogo e garantir um empate sem gols para decidir o título em seus domínios na próxima semana. A maior prioridade era não perder. Se fosse possível vencer se aproveitando de um contra-ataque ou de uma jogada de bola parada, melhor, mas se manter vivo na disputa pelo título era claramente o grande objetivo do Internacional na partida.

O Furacão, por sua vez, assumindo o protagonismo que se espera de um mandante em um jogo decisivo, dominou de forma avassaladora a equipe treinada por Odair Hellmann. Em certos momentos da primeira etapa a posse de bola do rubro-negro paranaense beirou impensáveis 80%.

As chances de gol foram raras de ambos os lados no primeiro tempo, algo compreensível quando se enfrenta um adversário preocupado somente com a sua defesa. Entretanto, o domínio do Athletico era absoluto e a tendência era que cedo ou tarde a barreira colorada se rompesse diante das recorrentes investidas rubro-negras.

E foi o que aconteceu. Grande destaque da partida, Bruno Guimarães aproveitou bate-rebate da defesa gaúcha para abrir o marcador em favor do Furacão aos 12 minutos da etapa complementar. A tendência natural àquela altura era que o rubro-negro do Paraná mantivesse o domínio das ações e talvez até ampliasse a vantagem já conquistada.

Entretanto, um movimento que Tiago Nunes realizou instantes antes colocaria em xeque o domínio rubro-negro. A saída de Léo Cittadini para a entrada em campo de Thonny Anderson resultou na perda do meio-de-campo pelo Athletico. O Internacional então cresceu na partida, chegou a criar algumas situações de perigo e poderia ter marcado um gol que colocaria o Furacão em situação delicada na decisão.

O único momento no período em que o Athletico esteve realmente perto de aumentar a sua vantagem no marcador foi quando Rony finalizou cruzado para excelente defesa do goleiro colorado Marcelo Lombo após realizar grande jogada individual.

A entrada de Lucho González no lugar de Rony mais de 23 minutos depois daquela primeira alteração acabou por mitigar as suas consequências, trazendo novo equilíbrio ao confronto. Porém, o rubro-negro jamais recuperou o amplo domínio demonstrado durante os primeiros 60 minutos de jogo, motivo pelo qual a vitória por 1×0 parece refletir o que de fato ocorreu em campo.

Bom resultado para o Furacão. Entretanto, para conquistar o título inédito da Copa do Brasil é indispensável que a valiosa lição tenha sido aprendida. Entregar passivamente o controle do meio-de-campo ao Internacional em uma bandeja de prata pode pode custar caro.



Por muito pouco que o Athletico não conseguiu uma importante vitória diante do Santos. O Furacão vencia o adversário na Vila Belmiro até os 45 do segundo tempo, quando o Peixe empatou, de pênalti, na tarde deste domingo (08), pela 18ª rodada da competição. O placar terminou em 1×1 na casa do adversário.

Athletico é prejudicado pela arbitragem e empata com o Santos na Vila Belmiro. Furacão vencia até os minutos finais, mas o Peixe empatou nos minutos finais com pênalti polêmico marcado pelo VAR. Braian Romero derrubou Marinho fora da área, o árbitro marcou falta e depois com auxílio do VAR, assinalou o pênalti para o Santos, que Carlos Sánchez cobrou, e deixou tudo igual.

O clima esquentou entre o pelado ( careca em espanhol ) Sampaoli e o técnico do furacão Thiago Nunes, que acusou Sampaoli de pressionar a arbitragem.

Um grata surpresa fou ver as defesas e a segurança que o goleiro Léo apresentou, além disso ganhou o prêmio de craque do jogo.

Veja os melhores momentos da partida.



O Furacão conseguiu nesta quarta-feira um feito histórico, uma remontada épica para cima do “imortal” que mais morre nesse Brasil e com isso reacendendo o fogo midiático sobre se está inserido no grupo dos doze times grandes do país.

Mesmo com o crescimento de vários times do Brasil nesta década não há como não admirar o incrível crescimento do furacão que não tem nem de longe o mesmo poder de investimento a exemplo de Flamengo e Palmeiras, mas consegue grandes resultados dentro e fora de campo e pode ser considerado sim um dos grandes que figuram pelo futebol nacional.
Desde o início da era Petraglia em 1995 o furacão teve um salto assustador em termos esportivos e financeiros, que proporciona aos profissionais e atletas uma estrutura de primeiro mundo visando cada vez mais potencializar a qualidade técnica e tática do time e com isso se tornando um clube modelo de gestão dentro e fora de campo, priorizando desde a última década o uso de jovens oriundos das categorias de base em suas campanhas, dando não só retorno técnico mas também econômico para o clube com as vendas dos pratas da casa para os gigantes europeus em sua maioria por valores astronômicos.

Quando o assunto é torcida somos reconhecidos pela nossa paixão e pressão que colocamos nos adversários, se tem torcida que muda resultados essa é a nossa, a diretoria tem como meta chegar a 30 mil sócios no seu quadro até o final do ano, algo que se começarmos a ter sempre grandes times e grandes conquistas será alcançado sem sombra de dúvidas se não agora, com certeza em um futuro bem próximo, haja vista essa nova geração que vem se apaixonando e passando a consumir a marca Athletico paranaense devido aos feitos recentes o que vai puxando essa molecada mais nova a cada vez mais mergulhar nesse oceano rubro negro.

A torcida Athleticana tem motivos de sobra para comemorar e acreditar que estamos no caminho certo para tornar o furacão cada vez mais gigante e quebrar a barreira nacional e brigar de frente com os maiores da América.

Deixo aqui duas perguntas, Na sua opinião analisando os aspectos financeiros, marketing, torcida e resultados o Furacão é o time que tem o maior crescimento no futebol brasileiro? O que falta para que a mídia se renda e enxergue o Furacão como um gigante do certame nacional?



O Athletico Paranaense derrotou na Arena da Baixada na noite ontem, quarta-feira (4), a equipe do Grêmio por 2×0 em jogo válido pela semifinal da Copa do Brasil 2019. O resultado no tempo normal aliado à vitória gremista pelo mesmo placar em Porto Alegre levou a decisão da vaga na final do torneio para a disputa de pênaltis, onde o Furacão confirmou a sua imensa superioridade para garantir a classificação ao derrotar os gaúchos por 5×4.

Verdade seja dita, as perspectivas antes da partida eram sombrias em razão das más atuações recentes do rubro-negro paranaense. Ao ser questionado por um amigo se acreditava na classificação do Furacão para a final disse que sim, eu acredita, mas que essa crença dependeria de mudanças acontecerem para que o Athletico pudesse assumir o protagonismo no jogo e buscar o resultado de que precisava.

Bem, as mudanças aconteceram e foram muito mais do que evidentes. Depois de muito insistir em uma escalação quase sem meio-campistas, ontem vimos o técnico Tiago Nunes devolver Nikão à ponta-direita e posicionar Léo Cittadini ao lado de Bruno Guimarães no meio-de-campo. Os resultados dessas alterações foram imediatos, a presença de Cittadini acrescentou alternativas à saída de bola e liberou Bruno Guimarães para assumir maior protagonismo em um meio-de-campo que contava também com aparições eventuais e precisas de Nikão.

Campeão mundial de xadrez por aproximadamente 15 anos e considerado por muitos o maior enxadrista de todos os tempos, Garry Kasparov trata em alguns de seus escritos sobre algo que vinha faltando ao Furacão e que foi fundamental para a virada épica conquistada contra o Grêmio: a iniciativa.

O Ogro de Baku, como é conhecido o famoso grão-mestre, sustenta que a melhor forma de enfrentar um desafio é tomar a iniciativa e assumir o controle das ações. Embora seja muito tentador para um cruyffista convicto como o autor, é preciso ter muito cuidado ao extrapolar o conceito de iniciativa para um esporte como o futebol para não confundir ter a iniciativa com manter a posse de bola ou simplesmente atacar.

É possível estar de posse da iniciativa atacando ou contra-atacando, o que é fundamental é exercer um papel ativo no desenrolar dos acontecimentos. É representar em campo o caçador, e não a caça. Era isso que vinha faltando ao Athletico nos últimos jogos, e foi isso que sobrou na noite de ontem e que resultou em uma eliminação e em uma acachapante derrota para a equipe comandada pelo técnico Renato Portapulli.

O Furacão tomou a iniciativa, assumiu o controle da partida, reforçou constantemente a sua iniciativa investindo continuamente contra o gol defendido por Paulo Victor e ao Grêmio não restou nenhuma alternativa além de sucumbir perante o domínio absoluto do rubro-negro do Paraná.

A vaga na finalíssima foi merecida, as chances de título são reais e para isso tudo o que nós, torcedores, pedimos aos jogadores, à comissão técnica e ao técnico Tiago Nunes é que o Athletico mantenha não somente nos dois jogos da final da Copa do Brasil, mas em qualquer jogo que disputarmos daqui para frente a postura apresentada ontem na Arena da Baixada.

E contem sempre conosco, a fanática torcida rubro-negra estará presente e fará a sua parte. Rubro-negro é quem tem raça!

 




O técnico Tiago Nunes terá que montar um “quebra-cabeça” para o duelo entre Athletico e Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil. Entre suspensos e lesionados, o Furacão já tem 10 desfalques certos – e a lista pode aumentar se o lateral-direito Jonathan for vetado pelo departamento médico.

O zagueiro Léo Pereira cumpre suspensão por ter recebido o terceiro cartão amarelo na partida de ida.

O lateral-direito Madson e o meia-atacante Thonny Anderson pertencem ao Grêmio e ficam fora por questão contratual.

O zagueiro Pedro Henrique não pode jogar a Copa do Brasil por já ter defendido o Corinthians na edição deste ano.

Os laterais-esquerdo Adriano e Abner Vinícius e o meia Everton Felipe, contratados após o prazo de inscrições do torneio, também ficam fora.

O zagueiro Thiago Heleno e o volante Camacho, punidos com seis meses de suspensão pelo caso de doping, só voltam em novembro.

Por fim, o meia Bruno Nazário desfalca o Athletico por pelo menos dois meses. Ele teve que passar por uma cirurgia no joelho direito.

O lateral-direito Jonathan, fora dos últimos quatro jogos, está em fase final de recuperação e será reavaliado. Se ele for vetado, Khellven entra.

O grupo principal do Athletico conta com 29 jogadores. Ou seja, um terço do grupo não terá condições de jogo. Para suprir as carências, jovens que vinham treinando com o grupo de aspirantes, como o atacante Pedrinho e o próprio Khellven, podem ser relacionados.




Tiago Nunes deve promover seis mudanças para o duelo com o Ceará. Madson, Bambu, Pedro Henrique, Adriano, Nikão e Marco Ruben (ou Thonny Anderson) devem ser a novidades em relação à derrota para o Grêmio. Eles substituem Khellven, Lucas Halter, Léo Pereira, Márcio Azevedo, Léo Cittadini e Vitinho.

Desta forma, o Furacão terá nada menos do que seis alterações em relação ao time que perdeu por 2×1 para o Grêmio, no último sábado (24), em Porto Alegre. O único desfalque é o zagueiro Léo Pereira, que recebeu o terceiro cartão amarelo e terá que cumprir suspensão, sendo substituído por Robson Bambu, que formará dupla com Lucas Halter na Copa do Brasil.

Escalação Athletico
Um provável Athletico conta com Santos; Madson, Pedro Henrique (Lucas Halter), Bambu e Adriano; Wellington, Bruno Guimarães e Nikão; Marcelo Cirino, Rony e Marco Ruben (Thonny Anderson).

O adversário
O Ceará não conta com Lima e Ricardinho, desfalques de última hora, além de Luiz Otávio, Samuel Xavier e Leandro Carvalho, que estão no departamento médico. A provável escalação tem Diogo Silva; Cristovam, Tiago Alves, Valdo e João Lucas; Fabinho e William Oliveira (Pedro Ken), Galhardo, Wescley; Mateus Gonçalves e Felippe Cardoso.

Transmissão
O jogo passa no esporte interativo para todo o Brasil, menos Paraná.

FICHA TÉCNICA
ATHLETICO X CEARÁ
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR).
Data: Sábado, 31 de agosto de 2019.
Horário: 19h.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e Andre da Silva Bittencourt (RS).
Árbitro de vídeo: João Batista de Arruda (RJ).
Assistentes de vídeo: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) e Diogo Carvalho Silva (RJ).