“Não se pode falar do Atlético sem lembrar de Alfredo Gottardi, o Caju. O goleiro marcou história no Furacão, a ponto de o Centro de Treinamentos rubro-negro levar seu nome.

A paixão pela meta e pelo clube vem de família. Caju assumiu a camisa 1 atleticana em 1933, em substituição ao seu irmão mais velho, Alberto. O jogador só vestiu outra camisa que não a atleticana em 1942, quando foi o goleiro titular da seleção no Sul-Americano – o equivalente atual à Copa América.

O amor ao Atlético se fez demonstrar nas recusas de propostas de Vasco, Botafogo, Flamengo e até mesmo do uruguaio Peñarol. A Majestade do Arco venceu seis estaduais até encerrar sua carreira, em 1950. Foram 18 temporadas no Joaquim Américo como atleta e, até mesmo depois da aposentadoria, Caju se fez presente. Construiu, ao lado do irmão, o alambrado da Baixada, e seus filhos Alfredo e Celso também defenderam o clube.”

Morreu aos 86 anos, em Curitiba, no dia 24 de abril de 2001, e foi enterrado no Cemitério da Água Verde, na capital paranaense.