O Clube Atlético Paranaense originou-se da fusão de dois tradicionais clubes de Curitiba – o América Foot-ball Club, até então com um titulo paranaense da fusão, que acabou, com o Paraná (America – Paraná) e do Internacional Foot-ball Club, o primeiro campeão estadual, em 1916.

Tudo aconteceu no dia 26 de março de 1924, na Rua XV, no prédio 416, com a presença de Arcésio Guimarães (Internacional), Joaquim Narciso Azevedo (América), e mais sete pessoas que fundam o Clube e, em ata, tomam as primeiras deliberações, entre as quais definem o uniforme, que será vermelho e preto com listras horizontais, adotando as cores dos uniformes do América (vermelho) e do Internacional (preto e branco com listras verticais).

No dia 20 de abril do mesmo ano, o rubro-negro faz sua estréia do uniforme em sua primeira partida oficial, pelo Torneio Inicio. O adversário ???…. O seu eterno rival, Coritiba. E venceu pelo placar de 2 x 0.

Duas semanas antes, vestindo a camisa do Internacional, o Atlético vence o Universal por 4 x 2, em partida amistosa, a primeira de sua história.

1929 e 1930, o Atlético ficou 18 jogos sem perder, conquistando o único titulo de “Bi-Campeão invicto” do Estado do Paraná.

Em 1929, o rubro-negro venceu nove jogos com dois empates.

Em 1930, o bi veio com seis vitórias e um empate.

O Atlético foi o primeiro clube do estado a realizar jogos no exterior, em 1949 o clube foi ao Paraguai, onde disputou três partidas: Atletico 1 x 5 Olimpia, 3 x 6 Cerro Porteño e vence por 4 x 1 o Nacional.

Ainda em 1949, O Atlético montou um dos times mais espetaculares de sua história. Formado pelos velhos craques, como Caju Jackson e Cireno, reforçado por jogadores importados de outros estados e do ex-alviverde Neno, o Rubro-Negro passa como um “furacão” sobre todos os adversários, aplicando goleadas em quase todos os jogos e conquistando o campeonato três rodadas antes do fim.

O time, que ficaria conhecido como “Furacão”, disputou doze jogos no campeonato, venceu onze e só foi derrotado na última rodada, pelo Ferroviário, quando já havia conquistado o título por antecipação. Seu ataque marcou 49 gols, em 12 jogos, numa média de 4,08 gols por partida, mantendo inclusive, a media contra seu arqui-rival, vencendo por 5 x 1 e 3 x 2.

Sua torcida é considerada uma das mais fanáticas da Região Sul.

   

Década de 1920

Com a união de forças, o Clube Athletico Paranaense ficou uma equipe reforçada e pôde fazer frente aos mais temíveis esquadrões existentes como o Britânia, o Savoia, o Palestra Itália e o Coritiba. Realizando uma campanha brilhante, o Athlético conquistava seu primeiro título de campeão paranaense, em 1925.

Após ser vice-campeão por 3 anos seguidos (1926, 1927 e 1928), o Athletico Paranaense voltou a vestir a faixa de campeão em 1929.

Década de 1930

O Athlético era a melhor equipe do futebol paranaense no início dos anos de 1930. Mantendo os mesmos jogadores que haviam se sagrado campeões em 1929, os reforços de Chumbinho e Érico, o Athlético tornou-se uma equipe que se impôs aos adversários. Em 1930, ganhou o título de bicampeão paranaense (primeira vez na história do clube) com duas vitórias sobre o Coritiba por 3×2 durante o campeonato. A partida que consagrou o bicampeonato foi na segunda vitória sobre o Coritiba, em 28 de dezembro de 1930, em uma verdadeira guerra campal com o resultado de 3×2 para o rubro negro (gols de Zinder Lins, Marreco e Levoratto). A última partida do certame de 1930 o Athlético não compareceu, para comemorar com a sua torcida. Este jogo era para ser com o Palestra Itália.[12] Outro feito notável nesse ano, aconteceu no dia 21 de julho, quando em partida amistosa venceu o poderoso Corinthians por 1×0, gol de Marreco, uma grande conquista para o Athlético.

Em 1934, o Athletico Paranaense já era proprietário, em definitivo, do terreno da Baixada da Água Verde, e o estádio passou a ser denominado de Joaquim Américo Guimarães, sugestão de Alcídio Abreu, para homenagear o grande desportista que havia morrido em 1917.

Nesse ano, após tropeçar em 1931, 1932 e 1933, o rubro-negro voltou a ter uma equipe competitiva e fez bonito. Sagrou-se campeão paranaense de 1934. Na equipe campeã desse ano figurava como goleiro, o jovem Alfredo Gottardi, o “Caju”, que viria a ser o maior ídolo de todos os tempos da torcida atleticana.

Em 1936, com apenas 12 anos de existência, o Athletico Paranaense conquistava seu quinto título paranaense, e dessa vez, de forma invicta.

   

Década de 1940 – Surgia o Furacão

O campeonato de 1940 foi muito disputado. Athlético e Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Athletico Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em “melhor de três pontos” para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2 a 2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Athlético – 3 a 2, pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a “melhor de três”. O clube ficou 180 dias suspenso e o Athletico Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.

Em 1943, o Athletico Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Athlético do segundo. Novamente, uma “melhor de três pontos” teria que acontecer, o Athletico Paranaense venceu os dois Atletibas por 3 a 2 e a torcida festejou o título de campeão.

A rivalidade entre o Athletico Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.

Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Athletico Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma “melhor de três” para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2-1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Athletico Paranaense, na Baixada, por 5 a 4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal, 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Athletico Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Athletico Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.

Em 1949, o Athletico Paranaense foi um “Furacão” que passou pelos campos do Paraná. Com a manchete de primeira página no extinto jornal Desportos Ilustrados do dia 20 de maio de 1949 anunciando a goleada do Athletico em cima do Britânia (no domingo, dia 19 de maio) em letras garrafais: O “Furacão” Levou o “Tigre” de Roldão, nasceu o apelido do rubro-negro paranaense. Não só o time de “49”, como os demais times formados pelo clube, receberam o carinhoso apelido de Furacão e assim sendo, o termo furacão foi inserido no hino atleticano, não só para idolatrar o esquadrão de 1949, que arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols, mas também para representar a força que o clube tem junto a sua torcida e o receio e o respeito que seus adversários devem ter nos confrontos dentro das quatro linhas.[13]

O Desportos Ilustrados, naquela edição de segunda-feira, 20 de maio de 1949 e sua manchete, não imaginava o momento histórico que estampava em sua primeira página. A partir daquele dia as manchetes de todos os jornais paranaenses só falavam do “Furacão” rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas. Em 1949 foram onze goleadas seguidas (recorde quebrado apenas 59 anos depois), tornando-se campeão paranaense daquele ano.

   

Era dos jejuns (1950-1981)

Depois de conquistar facilmente o campeonato paranaense de 1949, o Athletico-PR despencou terrivelmente, no início do ano 1950, que acabou apenas em 1982, período em que o torcedor atleticano quer esquecer. No total, O Athletico só conquistou 2 títulos nesse período: Paranaense de 1958 e de 1970.

Mas o pior estava por vir, em 1967 a situação financeira do clube despencou, e com uma campanha de somente três vitórias, onze empates e quatorze derrotas, o Athletico-PR foi rebaixado para a segunda divisão do paranaense de 1967. Quando surge Jofre Cabral e Silva que conseguiu tirar o time da segunda divisão e deu ânimo para os jogadores rubro-negros, trazendo os campeões mundiais de 1962 Djalma Santos e Bellini. Desta maneira os Rubro negros voltaram com tudo no paranaense de 1968. Mas ele acabou morrendo devido a um infarto, durante uma partida do clube, declarando momentos antes “Não deixem – nunca – morrer o meu Athletico!”. Com o moral baixo, o Athletico-PR não conseguiu vencer o paranaense daquele ano.

Em 1970 o Athletico-PR conquistou o título de campeonato paranaense, goleando o Seleto por 4×1 jogando fora de casa. Depois, o Athletico-PR voltou a “pifar” novamente, sem conquistar um título até 1982, com os jogadores Washington e Assis, até hoje ídolos da torcida atleticana. Assim, o rubro-negro paranaense nunca mais passou por outro desses jejuns

   

Um time quebrado

A mudança de sorte coincidiu com uma contratação acertadíssima, em 82. Desde aquela época, Washington e Assis já eram como um pacote: quem levava um, ficava com o outro também. E agradecia. O Atlético trouxe os dois como moeda de troca na transferência do lateral Augusto para o Internacional-RS. Ali, o “casal 20” brilhou para o Brasil pela primeira vez. Após 12 anos, o título paranaense voltou e, em 83, o time chegou à fase final do Campeonato Brasileiro. Cinco anos depois, a equipe campeã paranaense do goleiro Marolla, de Odemílson e Roberto Cavalo entrou para a história ao estrear num Atletiba a camisa rubro-negra com listras verticais.

Como já estava se tornando praxe, depois da bonança vinha mais um pouco de tempestade. O começo dos anos 90 foi de mais penúria: primeiro, o rebaixamento para a série B do Campeonato Brasileiro em 93.

  

Contínua… O novo Athletico Paranaense, de 1995 aos dias de hoje