O Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 ou Brasileirão TAM 2001 (por motivos de patrocínio) foi a quadragésima quinta edição do Campeonato Brasileiro e foi vencido pelo Atlético Paranaense, que conquistou o seu primeiro título nacional e tornou-se o 17º campeão brasileiro em 43 anos de certame. O São Caetano, que disputou seu segundo campeonato, foi vice-campeão pela segunda vez.

23 de dezembro de 2001, o dia que não acabou para o Atlético-PR. Em 2001 o clube ganhava o principal título da história rubro-negra: o Campeonato Brasileiro de 2001 e se tornou o primeiro campeão do século XXI. Com gol do atacante Alex Mineiro, decisivo na campanha, o Furacão venceu o São Caetano por 1 a 0, no Estádio Anacleto Campanella, e soltou o grito de campeão.

Naquele ano, o Atlético-PR atropelou os adversários. Na primeira fase, ele foi o segundo colocado, atrás apenas do próprio Azulão. O Furacão obteve 51 pontos em 27 jogos, com 15 vitórias, seis empates e seis derrotas, 58 gols marcados e 40 sofridos. Destaque, por exemplo, para a vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo, o empate em 4 a 4 com o Internacional e os 6 a 3 sobre o Bahia. Com a segunda posição na fase inicial, o Rubro-Negro conquistou o direito de disputar as quartas de final em casa.

– Isso foi decisivo. Tivemos a oportunidade de iniciar o mata-mata jogando com a nossa torcida. Até na final tivemos uma vantagem por isso. Se não fosse a nossa torcida, seria muito difícil virar depois de estar perdendo por 2 a 1. Então, acho que isso foi muito importante – garante o zagueiro Gustavo, camisa 3 na campanha do título rubro-negro.

Na semifinal, o Atlético-PR reencontrou o Fluminense, único time que havia vencido na Arena da Baixada na primeira fase. O Tricolor carioca saiu na frente com o atacante Magno Alves no primeiro tempo. Na etapa final, brilhou a estrela de Alex Mineiro. Ele empatou e virou. Na sequência, porém, Magno Alves igualou o marcador. Aos 43 da etapa final, Alex marcou o terceiro dele no jogo e garantiu a vitória rubro-negra.

Alex Mineiro voltou a ser decisivo na final. Na partida de ida, na Arena da Baixada, em um dos jogos mais emocionantes (se não o mais) da história atleticana, o Furacão venceu o São Caetano em jogo de seis gols, duas viradas e recorde de público. O estádio recebeu mais de 31 mil pessoas. O clube paranaense saiu na frente com gol de Ilan logo aos quatro minutos de jogo. Porém, com gols de Mancini e Marcos Paulo, o Azulão virou.

Na etapa final, o camisa 9 marcou três vezes. No primeiro, ele recebeu passe de Alessandro e tocou na saída do goleiro Sílvio Luiz. Depois, o atacante tabelou com Souza, passou pelo meio de dois adversários e bateu no canto. Por fim, o ídolo rubro-negro cobrou pênalti sofrido por Adriano Gabiru e converteu: Furacão 4 a 2.

O lateral-direito Alessandro, também titular em 2001, comentou sobre a força do grupo e o fator casa. Em toda a campanha, o Furacão perdeu apenas uma vez na Arena da Baixada: 2 a 1 para o Fluminense, pela 10ª rodada. Foram ainda 11 vitórias e três empates no estádio rubro-negro:

– Naquela época, o Atlético montou um time para brigar para ficar entre os oito, não para ser campeão. Só que as coisas foram acontecendo, começamos a perceber que dava para ser campeão. O grupo inflamou, acreditou, cada jogo era uma decisão e chegamos à final. Depois da semifinal contra o Fluminense, tínhamos a certeza de que não perderíamos o título. Era tão gostoso jogar naquele grupo. Qualquer adversário que recebíamos na Arena da Baixada, falávamos antes no vestiário: “vamos ganhar de quanto?”. Para os adversários, perder de um a zero no nosso campo era vitória. Aquele ano vai ficar marcado para nós e para os torcedores. Foi um momento inesquecível – afirmou o camisa 2 de 2001.

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